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O Projeto VEJA (Vivência Educacional de Jovens e Adultos) está sediado na Moradia Estudantil da Unicamp, em Barão Geraldo, Campinas, há mais de dez anos, desde a sua fundação. O objetivo do projeto é ser um espaço de educação de jovens e adultos que abandonaram seus estudos e agora desejam retomá-los. É também uma forma de dar um retorno para a sociedade que sustenta a universidade. Atualmente temos duas turmas, uma para o ensino fundamental e outra para o médio. Contamos com educadores que são alunos da Unicamp nos níveis de graduação, mestrado e doutorado. As aulas ocorrem no CV1 de segunda a sexta feira, das 19 às 22h, e há reuniões quinzenais aos sábados pela manhã (café da manhã no VEJA). IMPORTANTE: O Projeto VEJA não emite certificados, nosso compromisso é trabalhar os conteúdos que serão cobrados nas provas oferecidas pelo estado para fins de certificação.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Certificado ENCCEJA 2013

Jovens e adultos que realizaram o exame podem consultar orientações para obter documentos

Os certificados de conclusão do Ensino Fundamental dos jovens e adultos que realizam a prova do ENCCEJA 2013 podem ser retirados a partir dessa segunda-feira (25). O documento estará disponível na escola estadual onde o candidato realizou a prova. Aqueles que prestaram o exame em unidades da rede municipal ou particular deverão pegar o documento na diretoria de ensino a qual o colégio pertence.

Para serem considerados aprovados, os estudantes deveriam ter, no mínimo, 15 anos completos na data de realização do exame, além de obter 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento da avaliação e nota 5 na redação.

Os candidatos que desejam solicitar certificado de conclusão com aproveitamento de estudos e, também, aqueles interessados em obter comprovante de eliminação de áreas de conhecimento deverão enviar o pedido e os documentos necessários para uma escola ou diretoria de ensino. Confira aqui as instruções para o procedimento.

As orientações da Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação (CIMA), que podem ser conferidas aqui, ainda tratam dos certificados dos candidatos reclusos nas unidades prisionais do Estado e na Fundação Casa.

Saiba mais

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Abertas as inscrições para ENCCEJA 2013

Os jovens e adultos residentes no Brasil que não tiveram oportunidade de concluir o Ensino Fundamental na idade apropriada podem, de hoje, 16/1, até as 23h59 do dia 7 de fevereiro, se inscrever no Exame Nacional de Certificação de Competências (Encceja) 2013.


A participação no Encceja é voluntária e gratuita, destinada a pessoas com no mínimo 15 anos, completados na data de realização do Exame. As provas ocorrerão em 14 de abril, nos turnos matutino e vespertino, em todas as Unidades da Federação, e as inscrições deverão ser feitas exclusivamente pela internet.


Os resultados do Encceja podem ser utilizados para obter a certificação de conclusão do Ensino Fundamental, a critério das secretarias estaduais de Educação. Portanto, no ato da inscrição, o participante deverá indicar a Secretaria Estadual de Educação em que pleiteia a certificação. 


A escolha da Secretaria não está condicionada ao local de residência dos inscritos, que têm o direito de escolher qualquer das opções apresentadas no edital. Compete ainda às Secretarias de Educação definir os procedimentos complementares, com base nos resultados do Encceja 2013, e certificar os aprovados, quando for o caso.


Os interessados em participar do Encceja 2013 poderão inscrever-se em uma ou mais das áreas do conhecimento que serão avaliadas: 1) Língua Portuguesa (com redação), Língua Estrangeira Moderna, Educação Física e Educação Artística; 2) Matemática; 3) História e Geografia; e 4) Ciências Naturais.


Está assegurado o atendimento diferenciado aos participantes que comprovarem necessidade. Em fevereiro será publicado Edital para aplicação do Encceja 2013 a participantes privados de liberdade e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.


Para mais informações sobre a realização do Exame, acesse o Edital.


Assessoria de Comunicação do Inep


domingo, 22 de maio de 2011

Inscrições para ENEM 2011

Começam nesta segunda as inscrições para o Enem 2011

Fonte: folhaonline SÃO PAULO

As inscrições para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) começam nesta segunda-feira e devem ser realizadas pelo site do MEC (Ministério da Educação).


As inscrições serão abertas às 10 h do dia 23 de maio e terminarão às 23h59 do dia 10 de junho. O exame deste ano ocorrerá nos dias 22 e 23 de outubro.
A taxa de inscrição continua R$ 35. Alunos da rede pública não pagam e os de escolas particulares podem pedir isenção.

MUDANÇAS
O edital deste ano prevê que a prova do Enem tenha um alerta expresso para que o aluno cheque se a sua avaliação não tem defeitos de impressão.
Os candidatos também não poderão levar celular. Eles deverão colocar o aparelho em um saco plástico que ficará lacrado.

ENEM 2012
A realização de mais de uma edição da prova por ano é prometida pelo Ministério da Educação desde 2009, mas foi adiada devido à série de problemas ocorridos com a prova -- vazamento em 2009 e erros de impressão em 2010.
Em 2012, a primeira prova ocorrerá nos dias 28 e 29 de abril. A previsão é que a segunda prova, no ano que vem, ocorra em novembro.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Como usar os resultados do ENEM?

1.Para que servem os resultados do Enem?
Em linhas gerais, os resultados do Enem possibilitam:
- a constituição de parâmetros para autoavaliação do participante, com vistas à continuidade de sua formação e à sua inserção no mercado de trabalho;
- a certificação pelas Secretarias Estaduais de Educação e por Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica no nível de conclusão do ensino médio, de acordo com a legislação vigente;
- a criação de referência nacional para o aperfeiçoamento dos currículos do ensino médio;
- o estabelecimento de critérios de participação e acesso do examinando a programas governamentais;
- a sua utilização como mecanismo único, alternativo ou complementar aos exames de acesso à educação superior ou processos de seleção nos diferentes setores do mundo do trabalho;
- o desenvolvimento de estudos e indicadores sobre a educação brasileira.
2. Como proceder para obter a certificação no ensino médio pelo Enem?
Os resultados do Enem 2010 podem ser utilizados para fins de certificação em nível de conclusão de ensino médio, a critério das Secretarias de Educação e aos Institutos/Centros Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Compete às Secretarias de Educação e aos Institutos/Centros Federais de Educação, Ciência e Tecnologia definir os procedimentos para certificação no nível de conclusão com base nos resultados do Enem 2010.
Para obter essa certificação os candidatos devem:

- ter 18 (dezoito) anos completos até a data de realização da primeira prova do Enem 2010;
- ter atingido o mínimo de 400 pontos em cada uma das quatro provas áreas do Enem;
- ter atingido o mínimo de 500 pontos na redação.
O candidato, que pretenda obter a certificação em nível de conclusão do ensino médio deverá, ainda, no ato da inscrição indicar a Secretaria Estadual de Educação ou o Instituto/Centro Federal de Educação, Ciência e Tecnologia em que irá pleitear a certificação.
A escolha da referida Secretaria ou Instituto/Centro não está condicionada ao estado de residência do candidato, podendo esse escolher uma das opções apresentadas no ato da inscrição. A lista de Secretarias Estaduais de Educação ou de Institutos/ Centros Federais de Educação, Ciência e Tecnologia apresentadas no sistema de inscrição é respaldada por Acordo de Cooperação Técnica, firmado junto ao Inep e que estabelece as responsabilidades dos envolvidos no processo de certificação.
A marcação da opção de certificação no formulário de inscrição efetuada pelo candidato implica em concessão de autorização para o Inep enviar os dados e as notas obtidas no Enem 2010 para as Secretarias Estaduais de Educação e Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Para fins de certificação, o Inep fornecerá sistema específico de acesso aos resultados.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A importância da criatividade para a ciência

Estímulo à curiosidade intelectual

31/3/2011
Por Elton AlissonAgência FAPESP 

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) instituiu e começou a estruturar no início de 2010 seu Centro de Estudos Avançados (CEAv), que já se encontra em plena atividade. Para trocar experiências com universidades nacionais e estrangeiras que têm centros semelhantes já consolidados foi realizado, no dia 23 de março, o Simpósio Internacional sobre Estudos Avançados.
O evento reuniu dirigentes de algumas das principais instituições do gênero, como o Instituto de Estudos Avançados de Princeton, o Centro de Estudos Avançados em Ciências do Comportamento da Universidade de Stanford, o Instituto de Estudos Avançados de Jerusalém e o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).
O mais antigo do mundo, o Instituto de Estudos Avançados de Princeton foi fundado em 1930 com a proposta de ser uma espécie de refúgio para professores e cientistas, onde eles poderiam desenvolver trabalhos movidos pela mera curiosidade intelectual e livres de qualquer preocupação.
Dessa forma, poderiam realizar pesquisas de ponta, fundar novas linhas de estudos e fazer descobertas que, possivelmente, não conseguiriam dentro de uma universidade ou instituição de pesquisa com as pressões e obrigações que enfrentam no dia a dia.
“Isaac Newton, por exemplo, fez suas mais incríveis descobertas fora da universidade”, disse o diretor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, Peter Godard.
“Em 1666, o Trinity College, onde estudava, foi fechado por causa da peste negra que assolava a Europa e ele teve que se refugiar na casa de sua mãe, em Woolsthorpe. Nesse período de retiro, Newton desenvolveu a Teoria Binominal, o cálculo, a Lei da Gravitação Universal e a natureza das cores.”
Os primeiros institutos de estudos avançados foram criados de modo a atrair os melhores cérebros para realizar pesquisas desinteressadas, interdisciplinares e de alto nível durante um período sabático.
Um dos primeiros convidados pelo instituto de Princeton foi o alemão Albert Einstein, que se tornou professor de física teórica da universidade norte-americana. Desde então, o instituto tem atraído diversos ganhadores do prêmio Nobel para realizar pesquisas em áreas como matemática, física, astrofísica, ciências naturais, história e ciências sociais.
Hoje, segundo Godard, o IEA de Princeton conta com 38 membros e 180 estudantes, entre professores estáveis e pós-doutores (fellows), que realizam pesquisa de modo independente de universidades e instituições de pesquisa.
“Os institutos de estudos avançados estão fundamentados no princípio de que as descobertas não são resultado de pesquisas direcionadas, mas da curiosidade intelectual. Eles são como santuários e estão mais focados em pesquisa do que no ensino”, disse,
Segundo Godard, atualmente existem mais de 100 IEAs no mundo, muito dos quais fundados por ex-membros do instituto de Princeton, como o de Jerusalém, iniciado em 1970. “E, nos últimos anos, o número de IEAs tem aumentado cada vez mais”, disse.
Entre as razões para a proliferação de IEAs, Godard listou a possibilidade de realizar pesquisas de ponta, o respeito e visibilidade na comunidade científica e a internacionalização, proporcionada pela intensa relação com cientistas e professores estrangeiros.
“Não por acaso, as universidades no mundo que estão melhor classificadas nos rankings internacionais possuem IEAs. Os IEAs permitem que elas possam se destacar internacionalmente e tenham maior integração com o mundo”, disse.
Algumas das recomendações feitas pelo especialista para o CEAv da Unicamp foram ter um grupo pequeno de dirigentes com visão, além de recursos para financiar as pesquisas, boa localização e também uma boa dose de sorte para encontrar cientistas.
“Recrutar cientistas é a maior preocupação atual dos IEAs”, disse Iris F. Litt, dirigente do Centro de Estudos Avançados em Ciências do Comportamento da Universidade de Stanford, durante o simpósio. “Hoje, há muita competição entre os IEAs para atrair os melhores talentos.”
Desde a sua fundação, em 1952, e até os últimos anos o centro em Stanford só selecionava fellows por meio de convite, contou Litt. Mas, recentemente, os pós-doutores também passaram a ser selecionados por meio de submissão de candidatura para realizar pesquisas nas áreas de ciências sociais e humanas e do comportamento.
Um dos conselhos deixados pela especialista para os dirigentes do CEAv da Unicamp foi reconhecer as especificidades do contexto brasileiro, que podem não ser as mesmas dos Estados Unidos ou da Europa, onde está baseada a maior parte dos institutos do tipo.

Institutos brasileiros

O primeiro e mais consolidado centro do tipo no Brasil, o IEA da USP, fundado há 25 anos, trabalha mais com grupos de pesquisa do que com pesquisadores isolados, mas não está avesso a receber fellows, disse o diretor da instituição, César Ades.
“Achamos que grupos de pesquisa são mais diversificados, porque congregam pessoas de diferentes universidades, com várias formações. Para eles, provemos apoio acadêmico”, disse.
Já o centro da Unicamp, de acordo com seu diretor, Pedro Paulo Funari, pretende atingir mais os jovens cientistas e focará suas pesquisas em áreas de especialidade da universidade paulista.
“Para nós, é difícil trazer um Nobel para permanecer, no mínimo, um ano aqui e chefiar um grupo de pesquisa. Uma das alternativas para isso será atrair jovens pesquisadores para congregá-los no centro com professores eméritos e pessoas em diferentes estágios da carreira científica”, disse Funari à Agência FAPESP.
O CEAv começou a funcionar no início de 2010 com um Grupo de Estudos Avançados em Esporte (GEAE) e outro Grupo de Estudos em Ensino Superior (GEES). Desde então, os dois grupos promoveram uma série de eventos e lançaram duas publicações em versões impressa e on-line.
Este ano, outros dois grupos de pesquisa deverão iniciar suas atividades, sendo um sobre a China e outro sobre “Os desafios das humanidades”. Nos próximos anos, o CEAv também ganhará uma sede física, com 1.000 m² e três andares, situada no campus da Unicamp em Campinas (SP).
“O CEAv está surgindo ainda. Já tem uma série de atividades, mas os três ou quatro primeiros anos serão um processo de formação para que ele se consolide”, avaliou Funari.
No simpósio, o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Britto Cruz, lembrou que a FAPESP oferece modalidades de financiamento para trazer pesquisadores estrangeiros, como Bolsas de Pós-Doutorado e o programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.
“Temos que ter um número grande de pesquisadores visitantes. As universidades e instituições de pesquisa no Brasil já estão fazendo isso, mas temos que fazer um esforço para manter esses pesquisadores estrangeiros aqui por mais tempo. Se queremos ter excelência acadêmica não podemos ficar à parte do mundo”, afirmou.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Radionovela Científica

Pessoal, olha que bacana isto:


UFSCar estreia radionovela científica

16/3/2011
Por Mônica Pileggi
Agência FAPESP – Estreia nesta quarta-feira (16/3), às 8h, a radionovela Verdades Inventadas, com transmissão pela Rádio UFSCar, emissora vinculada à Universidade Federal de São Carlos.
A produção do Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI), iniciativa da universidade que conta com o apoio da FAPESP e do CNPq, é dividida em 37 episódios de 10 minutos cada.
A radionovela narra de forma lúdica as descobertas científicas de Laura, uma adolescente fictícia de 15 anos. “A ideia não foi criar uma ficção científica e sim histórias baseadas em reflexões sobre o dia a dia da protagonista”, disse o coordenador do projeto, professor Adilson Oliveira, do Departamento de Física da UFSCar, à Agência FAPESP.
O roteiro é baseado na temática do tempo, no qual as atividades cotidianas de Laura a levam a aventuras imaginárias nas quais interage com cientistas e pensadores como Albert Einstein, Charles Darwin, Júlio Verne, Marie Curie e Isaac Newton.
Por meio dessas experiências – e sempre acompanhada por uma tia pesquisadora, o avô aventureiro ou um amigo – Laura acaba assimilando o conteúdo dominado por cada um desses célebres cientistas.
Embora a protagonista seja uma personagem do primeiro ano do ensino médio, Oliveira destaca que a nova rádio-dramaturgia é destinada a todas as idades.
Verdades Inventadas não foi produzida pensando no público infanto-juvenil, ela não tem essa linguagem. Esperamos atingir o público geral, pois o objetivo principal é a divulgação científica”, disse.
Segundo Oliveira, o projeto radiofônico surgiu a partir das ideias discutidas no LAbI e contou com a atuação de 30 participantes, entre profissionais de áreas como comunicação, rádio e dublagem, além de estudantes da UFSCar.
Aos adeptos das redes sociais, Oliveira destaca também que as reflexões e encontros de Laura com os grandes notáveis da ciência serão postadas no blog da personagem (www.viagensdalaura.wordpress.com), com vídeos, imagens e textos relacionados aos temas abordados, assim como chamadas no twitter @Lauracientista.
A radionovela recebeu também apoio da primeira edição do Prêmio Roquette-Pinto – Concurso de Fomento à Produção de Programas Radiofônicos, concedido em 2010 pela Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub).
Verdades Inventadas vai ao ar pela Rádio UFSCar de segunda à sexta-feira às 8h e é reapresentada às 12h30. Nas noites de terça-feira aqueles que não conseguem acompanhar a novela diariamente têm uma alternativa semanal, pelo programa de ciência Paideia, apresentado na mesma rádio às 18h.
A Rádio UFSCar é transmitida pela frequência 95,3 FM para a cidade de São Carlos e municípios da região. O programa também pode ser ouvido pela internet em www.radio.ufscar.br

(Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/)

Botei o blog do VEJA pra seguir o blog viagensdalaura, e as atualizações vão aparecer aqui do lado das postagens!
 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Provas do ENCCEJA

As datas das provas do Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos – ENCCEJA 2010 foram alteradas conforme cronograma abaixo:
Participantes: dia 20 de março de 2011, conforme edital publicado no DOU, em 3 de dezembro de 2010.
a) No período matutino: das 08h30 às 12h30
Prova III: História e Geografia; e
Prova IV: Ciências Naturais.
b) No período vespertino: das 14h30 às 19h30
Prova I: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna,
Artes, Educação Física e Redação; e
Prova II: Matemática

Para saber mais, clique aqui.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Refletindo sobre a educação

Achei um artigo bem bacana falando sobre educação e realidade das escolas em Portugal. Se substituímos 'Portugal' por 'Brasil', infelizmente, conhecemos a história muito bem...

Pontos importantes do artigo, que acredito valer sobretudo para a educação de jovens e adultos, dizem respeito a tônica do ensino a partir da 'realidade dos educandos'. As críticas e as ressalvas que o autor faz ao se referir ao ensino secundário em Portugal também se aplicam ao ensino fundamental e médio no Brasil, mas, como eu disse antes, principalmente, ao ensino de jovens e adultos. Não podemos nos deixar enganar de que a realidade dos educandos é o ponto final da educação. Ela deve ser ponto de partida, mas, como educadores, não podemos nos omitir da nossa função de ser responsáveis pela ampliação dos horizontes desses educandos. Muitas vezes já me peguei fazendo a mesma crítica expressa por Loureiro a seguir: "Sucede muitas vezes, temo-o bem, que os professores se demitem (por mais inconscientemente que seja) da sua tarefa de educadores, dado que se utiliza este princípio para não se elevar a fasquia dos conhecimentos e competências, para não se aumentar a diversidade cultural dos alunos, argumentando-se que se deve sempre recorrer às experiências e gostos dos alunos. Isto é uma clara deturpação do princípio. O que o princípio diz é que o professor, em suma, deve interagir com os alunos; não diz que o professor deve limitar-se a responder às experiências e aos gostos dos alunos". 

Principalmente quando os educandos são homens e mulheres que buscam preencher uma lacuna no que respeita a sua formação acadêmica, esses conhecimentos consolidados não podem ser negados a eles sob a pretensa justificativa de que é preciso valorizar a cultura popular. Que é preciso valorizar a cultura popular e despertar os educandos para a importância que esses conhecimentos têm na formação de um povo isso é fato. No entanto, aqueles conhecimentos, muitas vezes rotulados de elitistas, devem ser oferecidos como uma possibilidade de mudança, como um conjunto de saberes do qual eles têm direito de desfrutar. Outra posição diante disso pode denunciar uma hipocrisia mal escondida. Conhecimento é poder! E o conhecimento acadêmico mais do que qualquer outro é porta de acesso ao poder: poder político, poder social.  

 Bom, sugiro o artigo que vocês encontram aqui. A propósito, o título do artigo, Ensino e Infantilização, me pareceu muito apropriado para a crítica que o autor faz ao modelo de educação em vigência em Portugal e também por aqui. Quando nos apoiamos na máxima ou princípio  de que a realidade e as experiências dos educandos devem ser privilegiadas sem conseguir ultrapassar esse lugar que deveria ser mero ponto de partida, em nada contribuímos para a maioridade do cidadão. Simplesmente alimentamos o seu estado atual, e se temos diante de nós homens e mulheres que são tutelados, pelo estado, pela religião ou pela mídia, em nada contribuímos para que ele se torne um sujeito livre e crítico. E então me pergunto, qual é o papel da educação? Espero que possamos conversar sobre isso, aqui no blog ou em futuras reuniões.

(Postado por Fran)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Isso é que é ensino de ciência

Revista Pesquisa Fapesp (Fevereiro de 2011):

Uma escola em órbita

No início deste mês, tão logo voltem das férias, os estudantes da sexta série da escola municipal Tancredo de Almeida Neves, em Ubatuba, litoral norte paulista, já sabem que terão de se organizar em grupos e começar a construir as placas de circuito impresso do protótipo de um satélite artificial que um dos professores de matemática, Candido Osvaldo de Moura, resolveu construir no ano passado.

(...)
O lançamento do satélite, previsto para março, talvez atrase, já que algumas peças ainda não chegaram dos Estados Unidos. “Lá no Inpe me disseram que todo satélite atrasa”, diz Moura, que não persegue apenas o cumprimento das datas. “A parte mais importante deste trabalho não é o que vai subir para o espaço, mas o que vai ficar na cabeça dos alunos na terra. Mostramos que dá para fazer muito e para pensar grande. Quem faz um satélite com 11 anos de idade tem mais serenidade para enfrentar outros desafios.”

Veja reportagem na íntegra aqui.

Empreitadas como a desse professor fazem a gente ainda acreditar que a educação tem salvação! Parabéns professor Moura! Que seu exemplo sirva de estímulo para outros professores!